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Num Ato Desesperado Por Uma Paixão Correspondida

Num Ato Desesperado Por Uma Paixão Correspondida Instruções ao nascer deveriam conter, Explicadas em rótulo ou bula, Cada miudeza seria legendada, Evitando selecionar coisa chula. Pula o que não presta, Reprisa o que é festa. Falando em festejar, Me ocorreu um ocorrido, Retratar um episódio, Enamorado resumido. Num ato desesperado Por uma paixão correspondida, Não conjurei o esperado, Reagi de maneira destemida. Até em tão fácil foi pretender, Maquinar, esboçar, planear, Logo teria eu que corresponder. Sabia não que podia amar, Amor achava que era inventado, Por inventeiros vertiginosos, De lugarejos acantonados. Enganado me situava, Predestinado estava a amar. Num ato desesperado Por uma paixão correspondida, Reagindo de maneira destemida, Correspondi. (Autor: Michel F.M.)

Cerimônia Ou Um Motivo Pra Vê-la

Cerimônia Ou Um Motivo Pra Vê-la O linóleo ao chão Continha pés trêmulos, Me doía o baço De tanta felicidade. Oprimia-me os órgãos, Saber da possibilidade Do angustiante afastamento, Da saudade que dá saudade. Sensações enfileiradas Em desordem alfabética. Bocas falavam, Lábios sorriam, Dedos suavam, Olvidos tiniam, Palmas saldavam, Olhos escorriam. 300 pessoas presentes, 287 lugares ocupados, 13 reservados a ninguém, Alguém não tinha chegado. Alguém estava chegando. Só havia notado, por ser A única pessoa que estava esperando. Alguém é anunciado. Talvez, quem sabe, Seja Ela. (Composição: Michel F.M.)

Conversa Genealógica Sobre a Experiência Alheia

15 anos grávida, casou-se rapidamente, para reparar um erro com outro. Errar é totalmente humano, o humano é totalmente errado. Teve 2 filhos, se divorciou aos 19, hoje com 36 está desquitada a 17. Conheceu um subgerente de 24 numa festa beneficente, estão casados a 3 anos, tem uma filha de 8 meses, do segundo relacionamento firmado juridicamente. Seu primogênito está com 21 e deu-lhe um netinho a 1 ano e meio; a filha do meio fez 18 e não pretende se casar. A família se reúne rigorosamente aos sábados à tarde, para churrascos no quintal ou agradáveis piqueniques no parque. Ela, o atual marido, o ex-marido, os 2 filhos do primeiro casório, o neto, a filha do segundo, a esposa do ex, os três filhos dela com o primeiro esposo, mais o filho do marido, com a segunda esposa dele e o pequenino filho da empregada, que insistiram em trazer. Sem comentar os 2 cães labradores, do pai da esposa de seu primeiro cônjuge e ...

A Menina Bá e o Balão Laranja

A Menina Bá e o Balão Laranja De conto em conto o canto encanta Contando enquanto acalanta. Num pedaço fantasioso da realidade, Em que o compasso traça Porções desproporcionais, Uma Bárbara Menina Confirmou ser astral, Totalmente celeste, Ser mais que especial. Atracou-se com um amigo, Que a seguia onde fosse, Deu-lhe um nome espacial, Batizou-lhe de Pliê, Seu balão, sua posse. A Menina Bá e o Balão Laranja, Por onde passa, alegria esbanja. Não fazia falta o amigo não falar, Porque Bá falava pelos dois. Pliê flutuava a observar, Balança lá e pra cá depois. - Já pra casa Bá, logo vai chover ! Mas ela é teimosa, quer o tudo ver. Uma Bárbara Menina, com seu Balão Laranja, Por onde caminha, só energia e dança, Que contagia e alegria esbanja. A sabedoria é o sorriso de uma criança. Por onde passa, alegria esbanja, A Menina Bá e o Balão Laranja. (Autor: Michel F.M.)

Além das Estrelas

Além das Estrelas Estou aqui te esperando Olhando pra fora da janela, Nessa singela estrada discreta, Em uma casa na floresta. Avistei ao longe minha bela moleca, Cortando o caminho numa trilha secreta. Você nunca foi lá muito correta, Dispensando conselhos para coisas incertas. Talvez foi por isso Que a gente cruzou, Nesse mundo de Deus Nossos laços de amor. Nós aqui vivemos bem, como for, Estava lá, parado lá, o nosso amor. Sós assim seremos um, ou até melhor, Seja como for, como for. Estava explícito nas estrelas, Como o azul é certo no céu, Com certeza esse é nosso papel. Nós aqui vivemos bem, como for, Estava lá, parado lá, o nosso amor. Sós assim seremos um, ou até melhor, Seja como for, como for. Posso ver através da janela, O nosso futuro e o que nos espera, Não é só assim, é além daqui, Além das estrelas, um amor sem fim. (Autor: Michel F.M.)

Reciclando Retalhos Em Meu Eu Descartável

Reciclando Retalhos Em Meu Eu Descartável Nosso inconcreto se concretizou, Não se encaixando em qualquer definição, Avançamos a etapa da distração, Tapando os furos e as gafes, Transpondo muros de pedra sabão. Reciclando Retalhos, Empilhando cascalhos, Fragmento sou, Em meu eu descartável. Resíduos da sua fragrância, Fragmentos da minha lembrança. Todavia não fracassamos, Deveras enfraquecidos estamos. Provavelmente nos recuperamos, Ou recuperaremos As bobeiras que escaparão, Diálogos longos, Bobos parágrafos sem significação. Reciclando Retalhos, Empilhando cascalhos, Fragmento sou, Em meu eu descartável. O sabonete que era seu desgastou, A avelã que me deu estragou, O estoque de aveia esgotou, O banquete pra dois esfriou. A aliança na gaveta E o álbum guardado. Ela está satisfeita, Me vou conformado, Reciclando retalhos Em meu eu descartável. (Compositor: Michel F.M.)

Gerônimo (Nos Estados Banidos da América a Narrativa de Um Nativo Americano)

Gerônimo (Nos Estados Banidos da América a Narrativa de Um Nativo Americano) Poderia ser um índio anônimo, Impetuoso em seu frenesi, Mas consagrou-se Como São Gerônimo, Salvador dos apaches, Protetor dos colibris. Cravejou bravamente tua adaga, Nos que violaram teu brio. Ele não foi um índio anônimo, Ele tinha um nome, Gerônimo ! Presentearam-no com usura, Na fúria que se sucedeu, Vinte anos de clausura, Por um crime que não cometeu. Colonizador ávido em louros, Gerônimo perdido em apuros. Ele não foi um Índio anônimo, Ele tinha um nome, Gerônimo ! Nas Planícies erigiriam condomínios, Ceifaram os espíritos de sua linhagem, No deserto levantaram um cassino, As Doutrinas escoaram pela margem. Porventura não tornou-se um engano, A narrativa de um nativo americano. Toda vastidão de uma peleja épica, Ocorrida nos Estados Banidos da América. Ele não foi um Índio anônimo, Ele tinha um nome, Gerônimo ! (Compositor: Michel F.M.