Pular para o conteúdo principal

Arte-fatos da Pós-modernidade

Arte-fatos da Pós-modernidade
Por: Michel F.M. / 2°Semestre de 2006

É assustador o que o homem pode criar em seus “ataques” de inspiração. Obras-primas fascinantes nas áreas da literatura, pintura, escultura, música, etc. Momentos da história humana registrados para sempre na forma de arte.
Muitas coisas se perderam ao longo dos anos, registros que poderiam nos ajudar a conhecer muito mais sobre nossa espécie. Em cada passagem da história, o homem produziu a arte com um ideal diferente, sempre rico em detalhes e com o intuito de expressar seus mais sinceros pensamentos e sentimentos a cada obra. Na Pré-História faziam desenhos em cavernas para gravar suas glórias, seguindo uma série de rituais religiosos. Posteriormente surgiram os egípcios, maias, povos da mesopotâmia e mais recentemente os gregos e romanos. Todos esses povos tinham uma coisa em comum, eles faziam arte, mais não sabiam disso. Cada qual em seu tempo, com suas crenças e religiões expressando suas experiências, apesar de na maioria das vezes só a história dos mais fortes ser contada, eles acreditavam em algo superior, maior que eles. Porém não tinham esse conceito artístico que temos hoje.
Com a chegada da modernidade chegaram também os conceitos, os métodos, os padrões; o homem se fragmentou. O que antes era uma coisa só, agora são muitas coisas. E com essa divisão dos valores a demanda aumentou. A vida se padronizou e não existe mais espaço para a reflexão, para crítica, para a liberdade.
O ser humano não pode mais se deslocar livremente, porque está preso ao sistema. Aqui e na China nós bebemos “Coca-Cola” e usamos tênis da “Nike”. Nossa vida ao mesmo tempo em que evolui desenfreadamente, permanece ossificada como jamais esteve.
O homem não cria mais a arte, a arte cria o homem. Os seres humanos se tornaram objetos do capital, que transforma a arte em mercadoria. Aquele mesmo capitalismo que muitas vezes manipula a mídia e é onipotente sob os meios de comunicação, transformando pessoas comuns em astros, para depois emergi-los no esquecimento, passando mensagens ilusórias de falsa consciência às pessoas, entorpecendo-as com as idéias de um mundo perfeito onde tudo é normal. Um mundo onde pessoas morrem por causa da obesidade, ou por câncer causado pelos alimentos industrializados, enquanto ao mesmo tempo outros morrem de fome e desidratação, causada pela falta da água que a “Coca-Cola” usa pra fazer seus refrigerantes.
Este é o mesmo mundo que conseguiu levar homens a lua e satélites para fora da galáxia, mas não consegue tirar as crianças da rua e de baixo de pontes.
O ser humano industrializou a arte, padronizou os sentimentos e manipulou as mentes, para conseguir vender a ele mesmo o que ele criou. Só uma raça tão “brilhante” e “virtuosa” para querer vender-se a si mesmo e acreditar que estará lucrando com isso.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Michel F.M. - Bruno Michel Ferraz Margoni - Escritor, Compositor, Poeta e Sonhador

Velhos Heróis Velhos Ídolos

Velhos Heróis Velhos Ídolos Combatentes Solitários, Defensores dos desolados, Em gestos solidários, Acentuam os ditados. Detentores de recordes, Jamais reconhecidos, Não são premiados, Pelas suas façanhas, Refrão Velhos Heróis, Velhos Ídolos, Para nós eternos mitos. Ironicamente sabem, Não Farão bustos para eles, No entanto se comprazem, E nesta data lembramos deles. Refrão Velhos Heróis, Velhos Ídolos, Para nós eternos mitos. O grito se encorpa, Outra voz entoada, Alinhadas as hordas, Invocados para a valsa. São a alça pros descrentes, E nesta data lembramos deles. Refrão Velhos Heróis, Velhos Ídolos, Para nós eternos mitos. (Compositor: Michel F.M.)

Simplório mas Sincero

Habituado aos costumes rotineiros da prática usual Logo, liguei quatorze dos quinze computadores, um deles estava com problemas, sabe aquelas panes sem solução para um reles mortal recém virtualizado, ou nem tanto. Daí eu fiz o mesmo percurso que faço todos os dias, de uma sala à outra, para depois regressar com a criançada e começar as nossas atividades, mais enriquecedoras para mim do que para eles. Quando chego na porta, aquele Auê de sempre, a molecada grita, esperneia, ouço uns vinte e cinco chamados, “ Tio, tio, Ó o tiooooo... ” Olho para a professora para ver se ela já encerrou as tarefas, para que possamos prosseguir para a hora tão aguardada pela mini-platéia. – Podemos ir ? – pergunto – Ah, lembrei que preciso aplicar uma provinha pra eles hoje. – Ela responde. E em um instante o alvoroço e a espectativa se transformam em uma dupla frustração. Sem aula de informática e com uma prova para substituí-la, tudo com o que qualquer criança jamais simpatizou. Mas é assim, a escola te...