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Poeta Michel F.M. convidado para o Prêmio Jabuti 2021 - Bruno Michel Ferraz Margoni, poeta, escritor, compositor, filósofo ⛩️

 

Ouço a sua Voz

Ouço a sua Voz Sinto uma tristeza, Quando fico sozinho, Tinha a convicção, Que esse era o caminho. Fui seguindo seus passos, Conduzindo meus atos, As pegadas na areia Começaram sumir. Fiquei preso na teia E os meus atos covardes, Sei que agora é tarde, Para tentar corrigir. Eu tinha a certeza De ter ouvido a sua voz, Sinto uma tristeza Quando nós ficamos sós. Ainda ouço a sua voz, Sozinho torço por nós. Estamos imóveis No mesmo cômodo, A comida e os vinhos Vão estragar, Sei que nossa vida Se tornou um incomodo, Nós nos esquecemos De como amar. Eu tinha a certeza De ter ouvido a sua voz, Sinto uma tristeza Quando nós ficamos sós. Deixamos que os outros Decidam por nós, Mas os outros se vão Quando ficamos sós. Prometo alterar Meu comportamento, Sinto remorso, choro, lamento, Por tudo que fiz você passar. Eu tenho a certeza De ter ouvido a sua voz, Sinto a sua beleza Quando nós ficamos sós. (Autor: Michel F.M.) 

Amores que Vivi

Amores que Vivi Vão singulares os amores... Quem pagou os direitos Autorais ao amor ? Por tê-lo usado banalmente, Sem créditos do autor. Desconheço a autoria conhecida, Em nosso favor; Clonagem, cópia, plágio ou imitação, Do que já publicaram Sem devida concessão, Descrevendo o exaustivamente descrito; Sem receio de ser bobo, Caio no que já foi dito, Despenco na repetição, repetição. Do que causa-nos contágio, Portador de bons-presságios, O mais caro dos pedágios, Dentre todos os valores. Frágeis, ágeis, inabaláveis, Vão singulares os amores... Amores que vivi, que se ausentaram. Amores que vivi, que me castigaram. Amores que vivi e se quer me notaram. Amores que vivi, que me contagiaram. Voam singulares os amores... Amores que vivi, que me desfiaram. Amores que vivi, que me restauraram. Amores que vivi, me impulsionaram. Amores que vivi, amores que me amaram. Voam singulares os amores e se vão... (C...

As Ameixas - Capítulo IX - Sara

As Ameixas Capítulo IX Sara Rangeu o taco, Trepidou o piso. Fingi não ter ouvido, Mas ela era e estava. Atrás, nas minhas costas, Quietinha. Respiração semi-ofegante, Ela se continha. Aguardei-a, Ela tinha seu próprio andamento. É maravilhoso repassar, A sensação de ter fingido. Guardei-a comigo. Naquele abreviado baque, Assustou-me. Deixei-me assustar E ao surgir tinha ido. (Autor: Michel F.M.)  ©