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Mostrando postagens com o rótulo elo solene

Exame de Coexistência

Exame de Coexistência         "Nunca fui muito bom para lidar com pessoas,  lido melhor com lápis e papel." "Há um momento na vida do ser humano, no qual ele se iguala à pureza e sensibilidade dos anjos,  este momento se chama infância." Ps. Depois esta divindade passa. "A vida consiste em valorizar  os momentos bons e  superar os ruins.” Ps. Se fizermos isto encontramos ao menos um sentido.   "Não se surpreenda com o que não é surpreendente, pode parecer “surpreendível”, mas estamos muito surpresos ultimamente.” "Nada é tão rígido que não possa tornar-se maleável." "Aprendi mais sobre ética, moral, respeito, tolerância e perseverança com crianças de 7 anos, do que com mestres e doutores dentro da universidade.” Ps. As crianças são a melhor parte de nós. Respeitemos as crianças para que possamos aprender com elas. Profecia Angelical... "Virá o tempo no qual eles cantarão e tocarão suas trombetas, então os músicos he...

Entretanto É Só Ti

Entretanto É Só Ti Entretanto é só ti, por ti, para ti, Que queima o existir. O maldito egocentrismo A um único objetivo se move, O outro(a). Meu individualismo é você. Meu amor, avise-me para onde for, Assim poderei correr no sentido contrário, A fim de encontrar-te de frente no fim, Não mais correndo atrás de ti. Identidade minha tomando forma, Através das palavras. O amontoamento das decepções Suporta a transformação. Passa a se modelar. Viram arte e motivações para outros. Entretanto é só ti. (Michel F.M.)

Coração de Mesa Riscado a Grafite

Coração de Mesa Riscado a Grafite Inanimada, mimada, maltratada. Estudantes a usufruem, Tratantes a confundem. Altar dos casórios, Palco dos escritores, Símbolo supremo dos escritórios. Vendida, comprada, Doada, lixada, pintada, Montada, desmontada, desdenhada, Compensada, carunchada. Suporte supostamente sociável, Atura copos, pratos, panelas, jarras de suco, Cartas de baralho e murros de truco ! Agüenta as facas e suas pontas, Agüenta contas, pregos e cola, Livros, álcool, mimeógrafo, carbono e sola. Suporta-nos ! Eu, a letra "e", Ela. Distanciados pela injuntável falta de apetite, Fusionados num coração de mesa riscado a grafite. (Michel F.M.)

A Invasão Começou

A Invasão Começou Era uma vez um dia ensolarado, Ninguém percebeu o que tinha de errado, Quando acordei já era de manhã, E nada mais era o mesmo. Bateram na minha porta, Eram os poliglotas, Contando-me uma história, Sobre o dia da invasão. A invasão começou, A invasão começou. Há muito tempo atrás isso já acontece, E só agora fazemos as preces, As coisas mudam a cada dia, Nós vivemos nessa agonia. Pensamos que o mal está lá fora, Mas muitas coisas são apenas história, Nós somos capazes de compreender, Pois nem tudo o que vemos é só TV. A invasão começou, A invasão começou. Os vilões hoje em dia, são a nossa rotina, E nós os heróis dessa correria, A felicidade entre quatro paredes, Para algumas pessoas é um inconveniente. O mal nos dominou e agora, Não somos mais os mesmos de outrora, A invasão começou, A invasão começou. E aquela escuridão que não ia acabar, Era apenas um eclipse solar. (Michel F.M.)

VIDA Reduzida

VIDA Reduzida Pães de mel com suco de morango. Até 8 outonos leite com chocolate, Dos 12 em diante café com leite. Colchão estendido ao chão, Relaxamento na matine. Caixa de areia meio vazia meio cheia. Anjos de porcelana ocultos na penteadeira, Posicionados cuidadosamente Para não serem vistos, como deve ser. Ignorada na garagem uma pilha de notícias Importantíssimas, (in) formando as traças, Sendo afinal consumidas. Edições desatualizadas, fora de circulação, Acontecimentos; saúde, esportes, educação, Mobiliários, obituários, inaugurações, Baladas, high society, economia, dinheiro. Vidas reduzidas a centímetro por coluna, Servirão, para forrar o lixo do banheiro. Uma garrafa de água, seca, alguém tem sede, Mas o plástico do recipiente será reciclado, Se ninguém jogá-lo no bueiro mais próximo, Causando a próxima e (in) evitável inundação. (Michel F.M.)

Sobreviventes de Um Naufrágio Social

Sobreviventes de Um Naufrágio Social A questão não é a extinção de nossa empatia, Ou a dissolução total da consideração, Que um dia tivemos por nós mesmos; E sim, o despropósito. Não há... Propósito. Não ao... Propósito. Todos os seres humanos merecem crédito, Na maioria das vezes nós damos crédito Àqueles que já têm. Somos gotas. Uma gota não faz nada. Algumas gotas decidem se unir. As pequenas gotas, crescem. Juntas, até desaguarem no oceano. As gotas se tornam um bioma, O maior bioma do planeta. Vida melhor para milhões. Seres / vivos. O realismo é pessimista E o otimismo ficcional ? Cuidado ! Para não confundir realistas e pessimistas, Pessimistas e passivos, oportunistas e prestativos, Puxa-saquistas corporativos e corporativistas. Corpos perdidos, Entorpecidos, em termos técnicos. Drogados, em termos populares. Nos arredores alguém critica a transformação. Esse alguém vende "mesmice", Mais parcelada que a concorrência;...

Viciado Irrecuperável

Viciado Irrecuperável Quando você escreve Pela primeira vez, Nada acontece; Quando você escreve Pela segunda vez, Certamente escreverá Pela terceira E quando o faz, Já se tornou um Viciado Irrecuperável. (Michel F.M.)

Hierarquia das Pisadas

Hierarquia das Pisadas Tem aqueles que pisam nos outros, Tem os que são pisados por outros, Tem aqueles que apontam quem pisa, Tem os que não pensam e pisam. Aqueles que pensam em pisar, Tem os que pisando pisoteiam. Entre uma pisada e outra, Tu leva um pisão. E os pisoteados que não pretendem pisar Mas já pisados de imediato pisam. E o que mais pisou não mais pisa, Não precisa, já que todos têm ao menos Uma chance de pisotear e pisoteiam. Por fim acerca dos que pisam, pisaram e pisarão Sendo que (nem) todos têm o que lhe convém, Entre uma pisada e outra, Tu leva um pisão. (Michel F.M.)

O Verbo Se Fez Concreto

O Verbo Se Fez Concreto E o verbo mais obvio e imprevisível Que precisaremos conjugar; A primeira e a última necessidade será de... Existir existir existir existir existir Existir existir existir existir existir Existir existir |amar| existir existir Existir existir existir existir existir Existir existir existir existir existir Existir |respeitar| existir existir Existir existir existir existir existir Existir existir existir existir existir |questionar| existir existir existir Existir existir existir existir existir Existir existir existir existir |partilhar| Existir existir existir existir existir Existir existir existir existir existir Existir existir |sacrificar| existir Existir existir existir existir existir Existir existir existir existir existir Existir |meditar| existir existir existir Existir existir existir existir existir Existir existir existir existir |agregar| Existir existir existir existir existir Existir existir e...

Grandes Astros

Grandes Astros Qual é a diferença Entre um astro e um fã ? Quem criou essa crença ? Ditadura pagã. Com roupinhas bonitas E alguns acessórios, Com canções mal escritas De amores ilusórios. Quem se importa com eles ? Os papéis vão rasgar, E nossas pobres vidas Irão continuar. Grandes Astros dos Pôsteres, Das paredes dos quartos, Profissões tão medíocres Quanto espalhar boatos. Sinto o vazio que nos sugou, A rotina a mil, ninguém se importou, Se foram os valores E quem os preservou, Não sobraram nem flores, A estima expirou. Grandes Astros dos Pôsteres, Das paredes dos quartos, Uma vida fugida e alguns mimos baratos. Não sou um astro, não sou ninguém, Sou só mais um fiasco, Entre os que não têm. Mas quero amar também. E ser visto aqui, como quem foi alguém, Não queria ser astro, não queria ser rei, Só queria dizer que vivi par...

Luma

Luma Tive muitas aventuras, E garotas diferentes, O namoro é uma cultura, Repassada aos descendentes. Cultivamos a ternura, Em fragmentos pertinentes, Eu busquei a flor perfeita, Esperando achar alguma. Você foi a cor eleita, No mesmo ponto Te espero Luma. Te espero Luma no mesmo ponto, Será completo o nosso encontro, A beira mar sob o luar, Nós teremos um ao outro. A minha vida era insegura, Era assim que eu gostava, Amava com ternura, Porém nunca me entregava, Mas Luma me ensinou, A realizar o que eu sonhava. Tive várias influências, Aprendi com cada uma, Sou a pura experiência, Resumindo digo em suma: Foram muitas as tendências, E a mais forte foi a Luma. Te espero Luma no mesmo ponto, Será completo o nosso encontro, A beira mar sob o luar, Nós teremos um ao outro. (Michel F.M.)

Franzina Modéstia No País da Soberba

Franzina Modéstia No País da Soberba O que será dela Sem apadrinhamento ? O que será dela Sem financiamento ? Injeção na testa É o que exacerba. O que será desta Plebeia sem verba ? Franzina Modéstia No País da Soberba. Franzina Modéstia No País da Soberba. O que será dela Sem julgamento ? O que será dela Sem rendimento ? Uma coisa é certa Em seu detrimento, Pra Franzina Modéstia Não há salvamento. Franzina Modéstia No País da Soberba. Franzina Modéstia No País da Soberba. (Michel F.M.)

Historieta do Nauseabundo Asqueroso

Historieta do Nauseabundo Asqueroso Venho de um lugar grotesco, Onde acreditam que a única forma De viver feliz para sempre É ser infeliz enquanto viver. E que só seremos mais, Se formos o menos possível. Mas esta é uma teoria Para pessoas inteligentes E compreensivas, Eu sou intolerante e obtuso. Resumindo a Historieta Do Nauseabundo Asqueroso (torpe infame repelente, Abjeto sórdido e ignóbil). (Michel F.M.)

Manifesto do Sentir

Manifesto do Sentir Senti que sem ti O sentir se dissipa Senti que com ti O saltar para quedas Senti que sem ti O pairar é sem pipas Senti que com ti Curvas são paralelas Senti que sem ti Atear é sem fogo Senti que sem ti O tear é sem roca Senti que sem ti O efêmero é longo Senti que sem ti A perdiz tá sem toca Senti que com ti O cerol é refresco Senti que com ti Colisão é afresco Sem ti eu Senti Que o sem é pretexto Sem ti eu senti Que o com é honesto E vem manifesto Em nosso contexto. (Michel F.M.)

Ensaio Sobre a Origem do Karma

Ensaio Sobre a Origem do Karma O sentimento Me foi insuportável, Então pela primeira vez Escrevi espontaneamente, Sem que me mandassem fazê-lo. Não era questão de gosto, Tinha a ver com aversão, Eu precisava expulsar De meu interior O que me esfolava. (Michel F.M.)

A Hora é Agora

A Hora é Agora Não passei meus dias a toa, A me perguntar, O que você faria Se estivesse no meu lugar ? Decidi ser o seu Romeu, E a minha Julieta não vai sofrer, Estou te aguardando, faça o que tem que fazer. A hora é agora De você se decidir, E fazer o que tem que fazer. Escolha um lado para ficar, Ou do meu lado, ou do lado de lá. Prometeu que quando acabasse, Não haveriam barreiras, Para que a gente se amasse. A hora é agora De você se decidir, E fazer o que tem que fazer. Eu não tenho mais aquela idade, Mas agora sei o que é amor de verdade. Venha comigo, você não é mais criança, Sei que até hoje só vivi de esperança, Tudo que vivemos foi excepcional, Sei que o que passamos foi por um ideal. A hora é agora De você se decidir, E fazer o que tem que fazer. (Michel F.M.)

12012

12012 Ao chegar nesse endereço, Tudo é mais contrastante, O inverso e o avesso, Paralisa nosso instante. Não representa perigo, Tenho pressentido, Ouça o que eu digo, Transparente e colorido. No doze zero doze, Mora quem me adoça, Doce que te quero doce, Mais um toque dessa moça. Dose após dose De tentativas em vão, Consegui surpreendê-la, Com um buquê em minha mão. Parecia coisa pequena, Meu número predileto, Colhido em um canteiro, A combinação do afeto. Não sei se é impossível visualizar, Mas se possível for, Sei pra onde endereçar. No doze zero doze, Mora quem me adoça, Doce que te quero doce, Mais um toque dessa moça. Ouça moça, moça ouça: - Te quiero bien. (Michel F.M.)

100 anos de Paz

100 anos de Paz Conflitos no Oriente, Combates no Ocidente, Confrontos sem motivo, Um processo recessivo. Sem limites para acreditar, Sem limites para estar, Esperei um bom motivo para sonhar. 100 anos de Paz, Foi com o que sonhei. Tantas perdas de inocentes, Só mais um, não é nada. A ganância domina as mentes, A soma do lucro é aproximada. Um pingo de esperança, Em plena tormenta, Perseguindo a mudança, A crença nos alimenta. 100 anos de Paz, Foi com o que sonhei. Apenas um sonho Puramente irreal. Espero que seja Um sonho igual. Quantos anos mais, Nós devemos esperar ? Esperei um bom motivo para sonhar, 100 anos de Paz, Foi com o que sonhei. (Michel F.M.)

Verso Corrido: do Que Têm Não Falta Nada

Verso Corrido: Do Que Têm Não Falta Nada Na rampa ela me acurrala, Chamando pra brincadeira, Desvia, faz volta e meia, Corro dela, ela é corredeira. Na arena baila quadrilha, Escorrega rega a soleira, Foi quem inventou a cartilha, Dengo ela, ela se zangueia. Aprecio com dever cumprido, A mensagem imortalizada, Quando solto esse verso corrido, Do que têm não falta nada. A primeira puxa a fileira, Calada me arma cilada, Saltitante esquenta a chaleira, Do que têm não falta nada. Debate de pura bobeira, De meiguice a rabugice, Corro dela, ela é corredeira, Dengo ela, ela se zangueia. Aprecio com dever cumprido, A mensagem imortalizada, Quando solto esse verso corrido, Do que têm não falta nada. (Autor: Michel F.M.)

Num Ato Desesperado Por Uma Paixão Correspondida

Num Ato Desesperado Por Uma Paixão Correspondida Instruções ao nascer deveriam conter, Explicadas em rótulo ou bula, Cada miudeza seria legendada, Evitando selecionar coisa chula. Pula o que não presta, Reprisa o que é festa. Falando em festejar, Me ocorreu um ocorrido, Retratar um episódio, Enamorado resumido. Num ato desesperado Por uma paixão correspondida, Não conjurei o esperado, Reagi de maneira destemida. Até em tão fácil foi pretender, Maquinar, esboçar, planear, Logo teria eu que corresponder. Sabia não que podia amar, Amor achava que era inventado, Por inventeiros vertiginosos, De lugarejos acantonados. Enganado me situava, Predestinado estava a amar. Num ato desesperado Por uma paixão correspondida, Reagindo de maneira destemida, Correspondi. (Autor: Michel F.M.)