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Mostrando postagens de 2010

Absolvição de um Pecado Imperdoável

Absolvição de um Pecado Imperdoável Perdoe-me Pai. Peço desculpas Senhor todo poderoso, Peço que me absolva Deus meu, porque errei, Um erro imperdoável (inaceitável). Transgredi o mais importante, Grandioso e definitivo mandamento E como se não fosse o bastante Violei também o segundo maior, Aquele que o teu próprio filho proclamou. Mas não espero que me perdoe, Não espero perdão, por cometer A mais grave dentre todas as faltas, Porque meu pedido não é sincero, Não, não o é. Se me entregasse à sinceridade, Expondo-lhe tudo aquilo que interiorizo, Lhe confessaria que descumpri Os mandamentos mais sagrados, Pois acurralado por meus sentimentos, Não pude defender-me e cedi. Cedi ao que me foi avassalador, Dominante, devorador, atropelante, Predominante, preponderante. Cedi a Ela. Entreguei-me a Ela. Vendi-me a Ela. Engrandeci, amadureci, desfaleci, Me restitui por Ela. Te amei mais do que me amei, Te amei mais do que ao próximo E em meu pecado imperdoável Te amei mais do que a Deus E sobr...

Cinza de Fuligem

Cinza de Fuligem Certa vez conheci uma senhora, Que morava no interior, A chamavam de “Branca de Neve”, Não tinha nada de muito valor. Uma casinha no campo, Um jardim florido, Canto calmo longe do perigo. Numa tarde seca e quente, Lhe pedi um copo d’água Em frente à seu casebre, Espontaneamente me contou Sobre suas jornadas, Sem tartarugas ou lebres. Apenas um conto sem fadas. As ilustrações não eram leves E as indagações tão pouco breves. Seu apelido era uma piada, sua cor era parda, Mas “Branca de Neve” já estava acostumada, Pois desde jovenzinha tinha sido discriminada. Ao nascer prematura foi abandonada, Criada na favela da “Maça Envenenada”. Filha de uma mãe e vários pais, Que tinham outros filhos em diversos cais, A história se fazia, corrida diária, Aquela sobrevida na zona portuária. “Branca de Neve”, “Cinza de Fuligem”, Na “Floresta de Concreto” resistiu à sua origem. Foi adotada por uma bruxa, Acorrentada no porão pela madrasta, Era espancada, levou muita “bucha”, Se viu acur...

Kathlyn e o Vestido Violeta

Kathlyn e o Vestido Violeta As roseiras mais grosseiras Podem habituar-se ao afável Chamego da cerração. Projetando uma admirável Imagem arteira, Refletindo luz ultravioleta Em sua pigmentação. Kathlyn e o Vestido Violeta, Vagando sonolenta, Com suas botas de carmim. Descrição do óbvio, Louvo com satisfação, Nota violenta, Ouvida na desolação. Vivida a devida dissertação. Kathlyn e o Vestido Violeta, Passeando em marcha lenta. Envolvida em cetim. Uma boneca de cera, A maciez do algodão, A Bela como Fera, Auferida em sua coleção. Kathlyn e o Vestido Violeta, Vagando sonolenta, Com suas botas de carmim. Passeando em marcha lenta, Envolvida em cetim. Numa noite friorenta, Ao som da invernada, Na relva estrelada, Devaneios são assim... Kathlyn e o Vestido Violeta... (Compositor: Michel F.M.) © 2009

Melodia de Marie

Melodia de Marie Ressoa dissonante, Brandura e simetria, Marie é realeza da utopia. Assopra a pena, Empena a pluma, Em plena curva estreita, Por onde tramita a poetiza, Em Prumo improvisa. Melodia de Marie Instrumento que traz harmonia, Como vento que invade o recinto, Musicando em alegoria, Marolas Sonoras do instinto. Manobras morosas, Melindre caligrafia. Uma flauta e nada de Segurar ar nos pulmões. Solte forte a inspiração, Recomece a soprar, Acordes Marie E continue a idear, Arpejos, lampejos, Desejos a permear. Melodia de Marie Com cordas ou metais, Concorda o Menestrel, Orquestra “El tropel” que nos vicia, Marie é uma dama em poesia e melodia. Melodia de Marie, Assovio da perfeição, Uma flauta a faz fluir, Tece em sopros a canção. Ressoa dissonante, Brandura e simetria, Marie é realeza da utopia. Melodia de Marie (Compositor: Michel F.M.) © 2009

Indecifrável Jú

Indecifrável Jú Em meu ingresso meço Jú Faço um pedido peço Jú Um Comentário para Jú Ou um glossário sobre Jú Em meu diário escrevo Jú Ao redigir resumo Jú Uso ensejos vejo Jú No quintalejo bejo Jú, Bejo... Indispensável Jú Incomparável Jú Inenarrável Jú Indecifrável Jú Na Biblioteca Leio Jú Na Locadora loco Jú Uso o fado fada Jú Sol poente nasce Jú Naquele atalho rumo a Jú Espalho versos sobre Jú Cantigas lidas para Jú A Preferida, amo Jú, amo... Indispensável Jú Incomparável Jú Inenarrável Jú Indecifrável Jú Provoco-a por provocar, Só pra vê-la revidar. Onde me encontro, encontro Jú Contudo não decifro Jú. Notoriedade do Notável, Afinidade ao afagável. Indecifrável Jú, Inesquecível Jú... (Compositor: Michel F.M.) © 2009

Por um momento

Por um momento Faz mesmo, muito tempo, Não quero ter lembranças dos maus momentos, Só vou preservar os meus sentimentos. As coisas que vivemos me fizeram crescer, Esteve do meu lado enquanto pode, E quando não cabia mais, ainda coube. Mas faz tanto tempo, Que parei de escutar meu pensamento, Só guardei no peito o sentimento, De um dia ter te amado por um momento. Não me desgasto com poucas coisas, Nunca me esqueço do que me ensinou, A cada momento só guardo as boas, Assim não me esqueço de quem eu sou. O destino foi cruel e nos separou, Os nossos planos, tudo acabou. Vivemos nosso amor em um momento, No qual muitos não vivem nem todo tempo, A nossa união foi dividida, No entanto amamos mais do que em uma vida. Mas faz tanto tempo, Que parei de escutar meu pensamento, Só guardei no peito o sentimento, De um dia ter te amado por um momento. (Composição: Michel F.M.) 2005

(Aqui) você vai viver

Para celebrar as Mais de Mil Mentes que acreditaram e creditaram neste blog. Mais uma Composição. Dedico este espaço a você que o lê. (Aqui) você vai viver Aqui, Não existem regras, Pra dormir ou acordar. Aqui, Não existem regras, Pro almoço ou pro jantar. Aqui, Não existem regras, Pra sorrir ou pra chorar. Aqui, Não existem regras, Pra sofrer ou pra amar. Aqui, Não existem regras, Para as regras conservar. Viva, O quanto quiser. Viva, O quanto puder. Viva, Até morrer. Porque se foi o que devia ser, Você vai viver. Pra sempre viver! (Compositor: Michel F.M.) © 2005

"Pátria"

"Pátria" Promessas fáceis e mentiras, Fazem parte do dia a dia, Precisamos selecionar O que queremos ouvir, Do queremos falar. Bandeira erguida e cidadania, Não encontramos em qualquer esquina. Chega de pés descalços, Chega de hipocrisia, Chega de crianças nas ruas, Chega de falta de cidadania. Agora é cada um por si, eles dizem. Mas ninguém quer ficar só, Porque o Povo não é só isso, O Povo é muito maior... Chega de palavras de controle, Eu não quero ouvir o que eles ouvem, Temos que saber escolher, O que queremos para nossa vida. Nós somos bons americanos, Dessa nossa América Latina, E não vem com esse negócio de Estados Unidos, Nós somos Brasileiros oprimidos, Nossa agricultura e nossos cientistas, Dão de dez a zero nesses oportunistas. Mas infelizmente ainda vai levar Algum tempo, pra gente mudar, No entanto eu sei com convicção, Que o nosso País é uma grande Nação. E sei que um dia isso vai melhorar, Sei que um dia será melhor. Porque o povo não é só isso, O povo é mu...

A Última Cena

A Última Cena Os riscos davam tão certo, Os momentos eram tão lindos, Estava sempre por perto, Nós vivíamos sempre sorrindo. Parava o período para estar com você, Esquecia de tudo, menos de pretender, Era assim que os sonhos tinham que acontecer, Os amantes se amando como devia ser, Mas infelizmente preciso me conter, pois... Às vezes um sonho parece impossível, E mesmo se vemos é algo invisível, Mas isso não pode impedir de sonhar. Tenho que me conter para não soluçar, Sabia que nem tudo seria um cintilar de rosas. Dediquei minha vida pra sonhar com você, Enfrentei os meus medos pra te amar como deve ser. Mas às vezes um sonho parece impossível, E mesmo se vemos é algo invisível, Só que isso não pode impedir de sonhar. Se torna algo perfeito, Se torna um sonho tão lindo, E a última cena que me lembro, É de você sorrindo. (Compositor: Michel F.M.) © 2006

Poucas semelhanças, nenhuma coincidência

Poucas semelhanças, nenhuma coincidência Anteontem foi aniversário de um Cardeal inglês, fez 88 anos, se reuniu com o clero bem cedo, antes do galo cantar, almoçou com o bispado na alta cúpula, jantou com chefes de estado no vaticano, abençoou muitos fiéis da vidraça de sua suíte no quarto andar. Anteontem foi aniversário de um Sheik árabe, fez 68 anos, acordou tarde, tomou café da manhã com suas doze esposas, diante de seis serviçais, jogou Pólo, vendeu sete milhões de euros em ações da bolsa, comprou um haras, não deixou gorjeta para o chofer. Anteontem foi aniversário de uma Estilista parisiense, fez 48 anos, participou de uma entrevista para a semana fashion, falou sobre as tendências mundiais, desenhou três vestidos para a próxima coleção, comprou um bolo com nove camadas de recheio, humilhou duas modelos anoréxicas, demitiu um estagiário, encontrou-se a luz de velas com seu novo affair (amante vinte anos mais jovem). Anteontem Raissa fez aniversário, completou 8 anos, acordou com...

A Razão do meu Viver

Hoje, fazem 7 anos que escrevi minha primeira música, hoje publico aqui, a primeira música. Um Abraço. A Razão do meu viver Quando eu a vi, sentada lá no canto, Foi quando percebi, em seu rosto um espanto. Ela estava lá parada, ela era um encanto, Quando olhou pra mim, derramou-se em prantos. Ela parecia um anjo, ela era diferente, Era muito bonita e inteligente. Às vezes eu paro e penso como seria sem ela, Eu não viveria sem a minha Cinderela. Você não pensa em mim, só eu em você, Quero te ver, não posso te perder, Você é a razão do meu viver. Você é muito legal e um pouco inconseqüente. Fala sem pensar, acaba magoando a gente. Não sabe conversar e quando fala Só consegue machucar. Mas isso agora não importa mais, Eu não quero nem saber, Só sei de uma coisa, eu amo você. Você tem esse seu jeito Estranho de ser, mas eu amo você. Vamos ficar juntos, só eu e você, Você é a razão do meu viver. (Composição: Michel F.M.)

A certeza de uma quase catarse matinal [Em 10 Manhãs]

A certeza de uma quase catarse matinal [Em 10 Manhãs] Um gesto pra amar Um beijo pra sentir Um teto pra abrigar Uma manhã pra refletir Uma língua pra falar Um filme pra assistir Um tempo pra pensar Uma manhã pra refletir Uma lei pra se opor Um trato pra cumprir Uma canção pra compor Uma manhã pra refletir Uma poça pra saltar Uma peça pra aplaudir Um jantar pra alimentar Uma manhã pra refletir Uma fuga pra achar Um caminho pra fugir Uma história pra contar Uma manhã pra refletir Um vício pra deixar Um afeto pra sorrir Um amor pra guardar Uma manhã pra refletir Uma vida pra viver Uma perda pra punir Uma dor pra esquecer Uma manhã pra refletir Um discurso pra inspirar Um concurso pra competir Uma pedra pra chutar Uma manhã pra refletir Uma muda pra plantar Uma roupa pra vestir Um planeta pra mudar Uma manhã pra refletir Um Deus para rezar Uma prece pra pedir Um milagre pra salvar Dez manh...

(Des) rimando

(Des) rimando Tratando de incoerência lavamos nós, Nas cataratas das tremulações cerebrais. Isto não vai rimar com aquela outra coisa, Em nossa estrofe nada rima, O nosso intuito é des-rimar. Sei que isso rimô, mas paro por aqui. Mas parô... Tecnologia rima com caos, Silêncio rima com paz, Guerra rima com o ato insano de autodestruir-se. Educação rima basicamente com todas as teorias de progresso, Já que o amor é progresso e o progresso é a educação. Dizia Tiba: quem ama, educa ! Qualquer data rima com feriado, Queijo rima com ovo, Arroz e Feijão com bife, E pra quem é vegetariano com algo natural, Que não rime com origem animal. Homem rima com mulher, Ou com quem homem e mulher quiser rimar. Alfa rima com beta e ômega, Fim com início e meio, Dinheiro rimaria com pobre, Mas como ninguém assim escreveu, Rico rima com esnobe. Água rima com terra e solo com vegetação, Preto rima com Branco e com azul, amarelo e vermelho. Novo rima com velho e este com experiência, Não rimando com a pressa...

Marinheiro do Farol

Marinheiro do Farol Um velho marinheiro em sua última viagem, Sem nenhum dinheiro, rico em camaradagem, Juntou as suas tralhas pra desembarcar, No convés a residência que devia abandonar. O mercado a direita e a taberna à esquerda, Foram sua família na época das cheias, E encostada num barril estava á jóia mais cara, A conquista de um pirata, a mulher que ele amara. O amor no farol, Fez aquele marinheiro se orientar melhor. O amor no farol, Fez daquele marinheiro um homem melhor. Saindo da labuta, No abrigo marítimo, Ele ditaria serenamente seu ritmo. O amor no farol, Fez aquele marinheiro se orientar melhor. O amor no farol, Fez daquele marinheiro um homem melhor. O amor é tão lindo, Que fez aquele velho, Se sentir um menino. O amor no farol, Fez aquele marinheiro se orientar melhor. O amor no farol, Fez daquele marinheiro um homem melhor. (Composição: Michel F.M.)

Idioma dos Ingênuos

Idioma dos Ingênuos - Genialidade é relativa, Ingenuidade é uma benção, Jovialidade depreciativa, Intensidade só quando há intenção. - Nossa rota é a deriva, Movida na Tensão, Temida entre tantos, Atentos à missão. - A genialidade do idioma dos ingênuos, Gerou em mim as gírias temidas pelos gênios. - Gênios Ingênuos escreveram utopias, Geralmente separavam obra e teoria, Quem muito falava pouco ouvia, Quando adivinhava é porque temia. - A genialidade do idioma dos ingênuos, Gerou em mim as gírias temidas pelos gênios. - Grandes segredos sagrados Segregados a agregar. - Livrou-me dos Jargões, Levou-me a descansar, Fora do quadrante, Cultos a ocultar, Os grandes segredos sagrados Segregados a agregar. - A genialidade do idioma dos ingênuos, Gerou em mim as gírias temidas pelos gênios. - Grandes segredos sagrados Segregados a agregar. - Temam a inocência, Ela é nossa aliada, Contra sua arrogância, Ignorância inveterada. - O Idioma dos Ingênuos Temido pelos gênios É o que irá agregar. - (C...

Que o certo seja dito

QUE O CERTO SEJA DITO Porque leva nas costas O peso dos outros ? Que tal a sensação das derrotas Depois dos encontros ? Refrão Que o certo seja dito, Nem sempre fazemos bonito, Mas tocamos o barco mesmo assim. Se guardar as angústias isso vira o seu fim. Compartilhar é perder e perder, Pra só então perceber que ganhou o respeito, Porque aprendeu a ceder e ceder. Mas o efeito nem sempre é aceito. Refrão Que o certo seja dito, Nem sempre fazemos bonito, Mas tocamos o barco mesmo assim. Se guardar as angústias isso vira o seu fim. Difícil é ter que aturar, Pessoas que pensam deter a verdade. Obtusas, não percebem, Que pra se expressar não existe idade. Refrão Que o certo seja dito, Nem sempre fazemos bonito, Mas tocamos o barco mesmo assim. Se guardar as angústias isso vira o seu fim. Não importa o que eu quis dizer, Importa o que você quis entender, Entenda como quiser, Ou não entenda se é o que quer. (Compositor: Michel F.M.)