Mais um dia o Sol não nasceu, A luz lá fora não é natural, Mas afinal, tudo hoje em dia é artificial. Os alimentos não têm mais sementes, E mesmo que tivessem o solo é contaminado, E as proteínas são carentes, por isso vivemos doentes e cansados. A escuridão sobrevoa nossos corpos, Esperando por lamentos para se alimentar. Como vim parar aqui ? Essa é a única pergunta que não respondi, Essa é a única resposta que não entendi. Não sou nem a poeira ou a sombra do que fui um dia, Precisei mudar para sobreviver, precisei matar para não morrer. Meus sonhos se foram, meus pesadelos se realizaram. E aqueles que eu não conhecia, não me pouparam, Arrancaram minhas alegrias, mas eu revidei, E acabei com as agonias que me sufocaram. Hoje não sofro, nem vivo, nem espero nada de ninguém, Nesta data tão ferida, coberta de sangue e marcada por lutos, Meu corpo jaz paciente sem inquietar-se com os vultos do além, Descanso na terra dos brutos: onde os valores não valem. Por: Michel F.M. Maio de 20...
Bruno Michel Ferraz Margoni Poeta, Escritor, Cantor, Compositor, Filósofo, Historiador, Educador, Comunicólogo, Publicitário, Profissional de Educação Física, Slackliner...