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Mostrando postagens de julho, 2009

Cemitério de Respostas

Cemitério de Respostas Em nosso cemitério de repostas, Fantasmas de um passado que não volta, Pelo menos para nós e nossas viúvas, Amores que perdemos nessa chuva, E agora jazem em companhia de outras covas, Provas de nossa ingratidão, Infidelidade, desprezo e desespero, Associados a insatisfação. Refrão Cemitério de Respostas. E as traições poderão descansar, Junto às ervas daninhas do canteiro, Terei as ladainhas do coveiro, Derramadas sobre meu caixão, Mas antes encaixotarei as faltas, E as sepultarei no cemitério de respostas. Refrão Cemitério de Respostas. (Composição: Michel F.M.)

A Fábula do Lobo que Amou a Lua

*Poesia Premiada com Menção Honrosa no "XVIII Prêmio Moutonnée de Poesia 2008". A Fábula do Lobo que Amou a Lua A fábula aconteceu em uma noite nua, Despida de estrelas, coberta por crendices, À noite em que um homem tolo amou a lua, Amantes do impensável derrotaram a tolice. Por toda a floresta refletia seu luar, A sua imponência conquistava quem olhasse, E o homem se mutava a ponto de uivar, Deixou que a insanidade obscura o dominasse. Apenas um humano que a ausência transformou, Deixou sua família porque algo o atraía, Em uma matilha semelhança encontrou, Sabia que um porém vivamente o conduzia. Nunca outro alguém ousou o contestar, Deixou a selva rude, nomeada de urbana, Aquilo nunca mais seria o seu lar, E não se contentou, nem com uma cabana, Integrou-se ao mato, que lhe fazia bem, E esqueceu de fato que um dia fora homem. Tudo pela sua... Idolatrada lua, Que não o abandonara na dura solidão, Ela o visitava sempre que podia, E ele aguardava com muita excitação. Uma vez ...