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Um Hino a Ela


Um Hino a Ela

Ensaiei, ditados inexistentes,
Martelei, aforismos famosos,
Revisei, a locução convincente,
Repassei, teus tiques nervosos,

Consultei, os baralhos videntes,
Aceitei, teus ataques mimados,
Pratiquei, as vontades urgentes,
Como os gomos, fomos tão atrelados,

Inventados, em notações e lembretes,
Findando, eis o resultado:

Na declaração que ressoa,
Falo a ti na primeira pessoa.

Coletânea contraditória,
Rompendo com a dita cautela,
Ele faz sua dedicatória,
Uma sinfonia, um Hino a Ela.

Prevemos o imprevisto
E não nos prevenimos,
Somos improváveis
E imprevisíveis.

Nossas precauções,
Não foram precavidas
E na pressa persistimos,

Permanentes, inalteráveis,
Incontroláveis, irreprimíveis.
Somos improváveis
E imprevisíveis !

Na declaração que ressoa,
Falo a ti na terceira pessoa.

Coletânea contraditória,
Rompendo com a dita cautela,
Ele faz sua dedicatória,
Uma sinfonia, um Hino a Ela.

Analogia duma Antologia,
Uma sinfonia, um Hino a Ela.

(Compositor: Michel F.M.)

Comentários

Shirley Brunelli disse…
A vida, assim como o amor, é cheia de percalços...Bonito poema, Michel! Beijos!

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