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As Ameixas - Capítulo IX - Sara


As Ameixas
Capítulo IX

Sara

Rangeu o taco,
Trepidou o piso.
Fingi não ter ouvido,
Mas ela era e estava.
Atrás, nas minhas costas,
Quietinha.

Respiração semi-ofegante,
Ela se continha.
Aguardei-a,
Ela tinha seu próprio andamento.

É maravilhoso repassar,
A sensação de ter fingido.

Guardei-a comigo.
Naquele abreviado baque,
Assustou-me.
Deixei-me assustar
E ao surgir tinha ido.

(Autor: Michel F.M.)  ©

Comentários

Anônimo disse…
WoW...!
Lisa Teixeira disse…
Passei por aqui, gostei e vou ficando!!!
Lindos versos poeticos!
Doce sensibilidade!
Já estou seguindo seu blog.
Grande beijo!
Lisa do blog www.muraldecristal.blogspot.com.br
Anônimo disse…
O tempo deve estar curto né querido?
Mas continuo na espera dos teus belos poemas. Beijinho carinhoso.
Anônimo disse…
Andei procurando acervos artísticos que retratavam a idéia de pecado, de ser imperdoável dentre outras questões meio espirituais, meio mundanas e o Youtube me levou até o seu vídeo "Absolvição de um Pecado Imperdoável". Vídeo este, que eu achei muito expressivo, genuíno e direto. Adoro quando a arte é direta e crua. E seu vídeo me trouxe até o seu blog e noto na sua obra uma capacidade fenomenal de unir o lado "direto" da arte com uma sensibilidade quase angelical. É o belo paradoxo do "santo pecador". Você fez isso com uma sutileza sublime em "Absolvição". Meus parabéns.

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