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Dóra

Dóra

Desafiadora sem se pronunciar,

As qualidades lhe obedecem,
São pertences a lhe enfeitar.
Remova a maquiagem,
E os acessórios enfeitados.

Seus dentes perolados
Ofuscam a retina,
Globos oculares
Castanho-esverdeados,

Fios alaranjados
Semelhados a tangerina,
Perfumadas e vibrantes
Bochechas de resina.

Graduada em hipnose,
Sentidos de rapina,
Em sua apoteose
Furtou-me a idolatria.

Desafio Dóra !
Desafiadora a me desafiar.
Tua dor de outrora,
Minha dor de agora, a descontinuar.

Metáforas da Aurora
Que hão de demorar.
Mitologia nossa, há de nos coroar.

O que delonga faz confiar,
O que demora faz confiar.

Desafio Dóra !
Desafiadora a se entregar.
Tua dor de outrora,
Minha dor de agora, a descontinuar.

Metáforas da Aurora
Que hão de demorar.
Mitologia nossa, há de nos coroar.

Dóra...

(Compositor: Michel F.M.) ©

Comentários

JAIRCLOPES disse…
Fazia tempo que eu comparecia ao teu blogue, mas foi com grande alegria que constatei o quanto tuas reflexões merecem ser lidas. Aos lê-las me dei conta que ainda existe inteligência na bloguesfera, Parabéns, JAIR.
Dóra tem que saber que vc é um poeta apaixonado.
Nathacha disse…
Virei seguidora do blog :)


retribui?

www.medicinepractises.blogspot.com

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