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As Ameixas - Capítulo V - Quézia

As Ameixas Capítulo V Quézia Maquiada. Por baixo de seu gloss, Blush, rímel e delineador, Está a mais plena graça. Permeada de múltiplas Inconsistências, Ela consegue consistir. Tem conteúdo E o que contém nela Me agrada demais. Mas não se resume ao agrado, É o excesso que conta. O exagero em abundância, A redundância. Demasiadamente Ela me entusiasma demais. E sua demasia muito me anima. (Compositor: Michel F.M.) ©

As Ameixas - Capítulo IV - Jennifer

As Ameixas Capítulo IV Jennifer Cinicamente certeira e sincera, Simpaticamente severa e sádica. O que aconselho ? Não afronte, concorde. Vem normalmente Com um abraço e um tapa, Ou um tapa, um abraço e um tapa. É ou não é uma belezura ? Quando parte Deixa seus partidos apertados E apartados pelo aperto da partida. Mas, doa a quem doer, Com sua palma, Ela delicadamente doa De bom grado mimos e hematomas. Nada que seu charme não cure. (Compositor: Michel F.M.) ©

As Ameixas - Capítulo III - Samila

As Ameixas Capítulo III Samila Silêncio, identificação, Sorriso, aproximação. Intermináveis emoções Podem residir dentro De um simples: Oi ! Bastam três vogais E três consoantes, Para seu nome. Comportadíssima Ao se incorporar a fila, Incorporei-me a ela. Samila ! (Compositor: Michel F.M.) ©

As Ameixas - Capítulo II - Bianca

As Ameixas Capítulo II Bianca Resistência movida à paixão, Paixão pelo que a faz contente, Contentamento que a satisfaz. Para ela aquele objeto oval, Que uns chamam de bola, Não é, nem será banal. A prática traz precisão, Deixa de ser esporte Exercício ou distração, Transmutando-se em Colírio. (Compositor: Michel F.M.) ©

As Ameixas - Capítulo I - Claras e Gemas

As Ameixas Capítulo I Claras e Gemas (Milas e Laris) Camila é clara, Larissa é gema, Larissa fala, Camila encena, Camila rala, Larissa pena. Larissa é novela, Camila é cinema, Camila é novena, Larissa é rosário, Larissa é peixes, Camila aquário. Camila agita, Larissa sacode, Larissa grita, Camila acode, Camila é siga, Larissa é pare, Larissa é Mila, Camila é Lari. (Compositor: Michel F.M.) ©

Dia do Anonimato *

Dia do Anonimato * Dobrou a esquina decidido A percorrer um trajeto inabitual, Descendo a rua irregular Notou pedestres e a muvuca central. Gradeados, o asfalto, telhados, Uma mureta com degrau, Lojas, butiques, bazares, Um açougue liquidando bacalhau. Automóveis, lixeiras, lixo no chão E alguma forma vegetal, Flores num canteiro, um bueiro, Caixotes, tubulações em geral. No estacionamento vazio Se encontrava escondido um casal. Paralelo ao centro financeiro, Muitas cifras, cortesia impessoal, Ternos de luxo, limusines, distinção, Suavidade fria e cordial, Um ligeira coxo que revirava Uma tralha imunda próximo ao local. Passava um cliente importante Pelo detector de metais digital. Trinta e dois minutos atrás, Uma madame foi assaltada; um marginal, Foi demitido de um emprego normal, Por não ter concluído 2° grau. Uns metros dali estouraram o cartel De uma quadrilha internacional, Esquema armado, escutas, grampos, Traçado por uma equipe federal. Ergueu a mão prum ex-companheiro Da época...

Fique Margô

Fique Margô Margô fica angustiada, Por não realizar suas proezas. Margô fica assustada, Só de pensar nos desacertos. Margô fica frustrada, Com o acúmulo das despesas. Com a quebra financeira, Fruto de concertos na cozinha E as prestações da geladeira. Margô fica chateada, Pensa estar congelada, Numa monotonia de desventuras. Anteontem saiu Sem rumo à surdina. Em sua quentura Rancou as cortinas, Desorientada e desiludida, Nem o abajur apagô. De todos os pedidos Que desejo lhe pedir, Peço apenas um: Fique Margô ! De todos os pedidos Que desejo lhe pedir, Apenas um peço: Fique Margô ! Por favor. (Compositor: Michel F.M.)