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Absolvição de um Pecado Imperdoável

Absolvição de um Pecado Imperdoável Perdoe-me Pai. Peço desculpas Senhor todo poderoso, Peço que me absolva Deus meu, porque errei, Um erro imperdoável (inaceitável). Transgredi o mais importante, Grandioso e definitivo mandamento E como se não fosse o bastante Violei também o segundo maior, Aquele que o teu próprio filho proclamou. Mas não espero que me perdoe, Não espero perdão, por cometer A mais grave dentre todas as faltas, Porque meu pedido não é sincero, Não, não o é. Se me entregasse à sinceridade, Expondo-lhe tudo aquilo que interiorizo, Lhe confessaria que descumpri Os mandamentos mais sagrados, Pois acurralado por meus sentimentos, Não pude defender-me e cedi. Cedi ao que me foi avassalador, Dominante, devorador, atropelante, Predominante, preponderante. Cedi a Ela. Entreguei-me a Ela. Vendi-me a Ela. Engrandeci, amadureci, desfaleci, Me restitui por Ela. Te amei mais do que me amei, Te amei mais do que ao próximo E em meu pecado imperdoável Te amei mais do que a Deus E sobr...

Cinza de Fuligem

Cinza de Fuligem Certa vez conheci uma senhora, Que morava no interior, A chamavam de “Branca de Neve”, Não tinha nada de muito valor. Uma casinha no campo, Um jardim florido, Canto calmo longe do perigo. Numa tarde seca e quente, Lhe pedi um copo d’água Em frente à seu casebre, Espontaneamente me contou Sobre suas jornadas, Sem tartarugas ou lebres. Apenas um conto sem fadas. As ilustrações não eram leves E as indagações tão pouco breves. Seu apelido era uma piada, sua cor era parda, Mas “Branca de Neve” já estava acostumada, Pois desde jovenzinha tinha sido discriminada. Ao nascer prematura foi abandonada, Criada na favela da “Maça Envenenada”. Filha de uma mãe e vários pais, Que tinham outros filhos em diversos cais, A história se fazia, corrida diária, Aquela sobrevida na zona portuária. “Branca de Neve”, “Cinza de Fuligem”, Na “Floresta de Concreto” resistiu à sua origem. Foi adotada por uma bruxa, Acorrentada no porão pela madrasta, Era espancada, levou muita “bucha”, Se viu acur...

Kathlyn e o Vestido Violeta

Kathlyn e o Vestido Violeta As roseiras mais grosseiras Podem habituar-se ao afável Chamego da cerração. Projetando uma admirável Imagem arteira, Refletindo luz ultravioleta Em sua pigmentação. Kathlyn e o Vestido Violeta, Vagando sonolenta, Com suas botas de carmim. Descrição do óbvio, Louvo com satisfação, Nota violenta, Ouvida na desolação. Vivida a devida dissertação. Kathlyn e o Vestido Violeta, Passeando em marcha lenta. Envolvida em cetim. Uma boneca de cera, A maciez do algodão, A Bela como Fera, Auferida em sua coleção. Kathlyn e o Vestido Violeta, Vagando sonolenta, Com suas botas de carmim. Passeando em marcha lenta, Envolvida em cetim. Numa noite friorenta, Ao som da invernada, Na relva estrelada, Devaneios são assim... Kathlyn e o Vestido Violeta... (Compositor: Michel F.M.) © 2009

Melodia de Marie

Melodia de Marie Ressoa dissonante, Brandura e simetria, Marie é realeza da utopia. Assopra a pena, Empena a pluma, Em plena curva estreita, Por onde tramita a poetiza, Em Prumo improvisa. Melodia de Marie Instrumento que traz harmonia, Como vento que invade o recinto, Musicando em alegoria, Marolas Sonoras do instinto. Manobras morosas, Melindre caligrafia. Uma flauta e nada de Segurar ar nos pulmões. Solte forte a inspiração, Recomece a soprar, Acordes Marie E continue a idear, Arpejos, lampejos, Desejos a permear. Melodia de Marie Com cordas ou metais, Concorda o Menestrel, Orquestra “El tropel” que nos vicia, Marie é uma dama em poesia e melodia. Melodia de Marie, Assovio da perfeição, Uma flauta a faz fluir, Tece em sopros a canção. Ressoa dissonante, Brandura e simetria, Marie é realeza da utopia. Melodia de Marie (Compositor: Michel F.M.) © 2009

Indecifrável Jú

Indecifrável Jú Em meu ingresso meço Jú Faço um pedido peço Jú Um Comentário para Jú Ou um glossário sobre Jú Em meu diário escrevo Jú Ao redigir resumo Jú Uso ensejos vejo Jú No quintalejo bejo Jú, Bejo... Indispensável Jú Incomparável Jú Inenarrável Jú Indecifrável Jú Na Biblioteca Leio Jú Na Locadora loco Jú Uso o fado fada Jú Sol poente nasce Jú Naquele atalho rumo a Jú Espalho versos sobre Jú Cantigas lidas para Jú A Preferida, amo Jú, amo... Indispensável Jú Incomparável Jú Inenarrável Jú Indecifrável Jú Provoco-a por provocar, Só pra vê-la revidar. Onde me encontro, encontro Jú Contudo não decifro Jú. Notoriedade do Notável, Afinidade ao afagável. Indecifrável Jú, Inesquecível Jú... (Compositor: Michel F.M.) © 2009

Por um momento

Por um momento Faz mesmo, muito tempo, Não quero ter lembranças dos maus momentos, Só vou preservar os meus sentimentos. As coisas que vivemos me fizeram crescer, Esteve do meu lado enquanto pode, E quando não cabia mais, ainda coube. Mas faz tanto tempo, Que parei de escutar meu pensamento, Só guardei no peito o sentimento, De um dia ter te amado por um momento. Não me desgasto com poucas coisas, Nunca me esqueço do que me ensinou, A cada momento só guardo as boas, Assim não me esqueço de quem eu sou. O destino foi cruel e nos separou, Os nossos planos, tudo acabou. Vivemos nosso amor em um momento, No qual muitos não vivem nem todo tempo, A nossa união foi dividida, No entanto amamos mais do que em uma vida. Mas faz tanto tempo, Que parei de escutar meu pensamento, Só guardei no peito o sentimento, De um dia ter te amado por um momento. (Composição: Michel F.M.) 2005

(Aqui) você vai viver

Para celebrar as Mais de Mil Mentes que acreditaram e creditaram neste blog. Mais uma Composição. Dedico este espaço a você que o lê. (Aqui) você vai viver Aqui, Não existem regras, Pra dormir ou acordar. Aqui, Não existem regras, Pro almoço ou pro jantar. Aqui, Não existem regras, Pra sorrir ou pra chorar. Aqui, Não existem regras, Pra sofrer ou pra amar. Aqui, Não existem regras, Para as regras conservar. Viva, O quanto quiser. Viva, O quanto puder. Viva, Até morrer. Porque se foi o que devia ser, Você vai viver. Pra sempre viver! (Compositor: Michel F.M.) © 2005